quarta-feira, 3 de abril de 2019

Oregon 2010: Parte 2

Continuando a segunda parte da viagem de Oregon... Foi uma viagem tão confortável, a casa é tão aconchegante e os cachorros tão fofos! Eu comia delícias bem típicas dos EUA nos cafés-da-manhã. Quando eu não comia cookie com chocolate milk, meu primo fazia bacon e ovos para mim. Dá só uma olhada nesse lindo desjejum: framboesa, waffles com maple syrup, ovo frito e bacon. Fico com água na boca só de olhar. Uma pena não ter maple syrup barato e de fácil acesso aqui no Brasil - (se alguém souber onde tem, por favor, me avise) - porque eu desenvolvi um grande apreço por esse item. Detesto ser dessas que pede pras pessoas que estão viajando me trazer coisas, mas se alguém for e puder me trazer, eu agradeço.


Em um dos fins de semana... ou talvez nem tenha sido no fim de semana, mas em um dia de semana comum, o marido do meu primo me levou para uma road trip fantástica. A gente foi ouvindo músicas country - um dos meus gêneros favoritos (e conheci muitas músicas boas, já que ele é de Georgia, então cresceu ouvindo country) - e conversando no carro, praticando meu inglês, que ainda era medíocre. O objetivo desse passeio era que eu conhecesse alguns pontos turísticos de Oregon. Nossa primeira parada foi em Vista House, 1 hora e pouco de carro da cidade onde eles moram. É praticamente um mirante bem na divisão entre os estados de Oregon e Washington, que são separados pelo rio Columbia.  Eu fiquei completamente deslumbrada com essa vista. Sério, acho que nem o Grand Cannyon causou tanta surpresa em mim, talvez por que eu já esperava o que veria lá, mas essa vista é simplesmente fantástica. Acho que o fato de ser minha primeira viagem internacional e eu estar bem longe de casa fez com que eu ficasse mais admirada. 
Eu tirei várias fotos, mas o Jason levou a câmera profissional dele, então tive a oportunidade de posar para fotos com maior qualidade. As fotos, porém, perderam um pouco da qualidade, porque naquela época nem tinha Whatsapp, então nem sei como eu fazia para enviar as fotos para o computador. Será que eu colocava em um pen-drive? Não me lembro de ter um, então devia postar no Facebook e depois pegar de lá. Que loucura! Mas enfim... A paisagem é completamente incrível. É um cenário completamente norte-americano e, como eu estava em uma fase cowgirl, ver um pouquinho da vegetação e das montanhas típicas dos faroestes me tocou muito. Dá pra se imaginar uns bons anos atrás na época do Velho Oeste, sobrevivendo ali em meio aos nativos. 
Essa foto da esquerda de cima foi a que eu mais gostei de ter tirado. Apesar de estar meio sem cor, (nada que um bom filtro, aumento de contraste e saturação não resolvam) achei uma das mais legais. Eles me levaram uns dias antes ao Best Buy, onde comprei uma câmera digital Kodak veremelha. Eu era uma das poucas pessoas que ainda não tinha câmera digital. Era super legal quando a Lays trazia a câmera emprestada do tio. Coisa que hoje a gente usa no celular e não tem mais graça nenhuma, hahaha. Mas nessa viagem, ter uma câmera digital ainda era algo meio novo e conceituado. Gostaria ainda de preservar o cuidado que tínhamos com as fotos antes, mas é bem difícil. Cada porcaria que recebemos no Zap e fica anos ocupando espaço no celular. 
Em 2010, eu estava recém-liberta de um relacionamento horroroso, onde eu não sabia como devia me portar ou agir. Um dia ainda vou contar aqui sobre ele, mas ter terminado foi uma coisa maravilhosa. Foi uma, ou talvez até a melhor coisa que fiz na vida: voltar a ser solteira. Foram só 2 anos e meio, mas nada paga a sensação que eu tive quando acabou. Foi tipo: "Nossa, eu posso ouvir essa música sem ser julgada!", "Uau, eu posso ir para a praia com meus pais sem ter que ficar horas no telefone justificando" - nesse nível! Foi um período de redescoberta e liberdade. Tudo parecia ter mais cor e vida. Era como se eu tivesse vivendo em cativeiro por tanto tempo que nem lembrava mais como era  o mundo. E aproveitando esse momento, fui viajar logo no começo do ano, então foi como um renascimento!
A próxima parada foi em uma cachoeira que eu esqueci o nome e, infelizmente, acho que não tenho foto. Depois fomos para a estrela do passeio: Multnomah Falls. Uns 20 minutos depois da Vista House. Achei algumas lendas sobre a história de Multnomah Falls, que é um negócio de outro mundo. Se vocês procurarem nas imagens do Google, vão achar vários papéis de parede e fotos melhores do que as que eu tirei, certamente. Vejam algumas historinhas (que vou traduzir mesmo com muita preguiça): 

"De acordo com a lenda Wasco, a filha do Chefe Multnomah se sacrificou para o Grande Espírito do topo de Multnomah Falls. As tribos que viviam perto do Rio Columbia celebravam o casamento da filha do Chefe com uma tribo vizinha. Mas a alegria não durou, pois uma grande doença começou a afetar todas as tribos da área em cerca do rio. O xamã então afirmou que o Grande Espírito havia lhe dito que toda a tribo morreria a não ser que o Espírito recebesse um sacrifício: o da vida da filha do Chefe. O Chefe não autorizou, mas quando a filha dele viu a doença afetar as pessoas que amava, ela fugiu no meio da noite e se jogou do topo do penhasco, por vontade própria. Quando o Chefe encontrou o corpo de sua filha, ele orou ao Grande Espírito por um sinal de que ela estava bem. E então água começou a jorrar do penhasco e ficou conhecida pelo nome Multnomah Falls". - Wikipedia.

"De acordo com o folclore dos nativo-americanos, Multnomah Falls foi criada para conquistar o coração de uma jovem princesa que queria um lugar escondido para se banhar". - Oregon.com.


Tivemos então a brilhante ideia de subir a montanha para visitar a topo da cachoeira. Foi muito cansativo e eu estou sempre fora de forma. Como já faz muito tempo, na minha cabeça foi uma subida de 3 horas. Será que eu estou delirando? Vou veirificar depois, mas se pá não. Quando finalmente chegamos cansados no topo, me senti como o Rocky Balboa em Rocky IV, quando ele escala a montanha de neve e grita o nome do seu adversário: "Draaaaaago!!!" - (claramente mais uma referência de filme que me marcou muito e que faz parte da minha formação como pessoa). Lá de cima, além de ver a água escorrendo lá para baixo, numa altura e velocidade de dar medo, a gente consegue ver mais um pouco da divisão entre os estados e o Columbia River. Um dia espetacular. Dá vontade de voltar só pra tirar fotos melhores!
A descida foi bem mais rápida que a subida. Lembro que na volta de carro tocou Lady Gaga - Bad Romance, que estava super em alta. E outra música, hit em 2010 em Oregon: Zac Brown Band - Chicken Fried, que inclusive estou ouvindo agora para escrever esse post. Paramos, acho que no Wendy's para comer um lanchinho delicioso e absurdamente barato.

Outra coisa que me arrependo muito de não ter feito, o que é bastante desculpável já que não tinha Smartphone, foi ter levado a câmera para um dia de snowboarding que fizemos. Nem lembro que dia exatamente foi, mas isso não importa muito. Nessa foto da estrada, dá para ver Mount Hood, o vulcão/monte em que dá pra esquiar e fazer o snowboarding. Lembro que tive muita dificuldade no teleférico e, por sorte, o instrutor foi comigo e me ajudou a sair. E na hora de descer o laderão eu caí e machuquei um pouco o braço. O Jason me fez tomar um comprimido de forma traiçoeira, pois eu meti na boca achando que era doce, e depois tive que correr para pegar água e engolir. Foi bem engraçado.
Agora estou lembrando que realmente fomos no passeio de Vista House e Multnomah Falls em um dia de semana, porque no fim de semana eu fui ver o musical Jesus Christ Superstar, estrelando o próprio Ted Neeley. Achei incrível, pois nem todo mundo pode dizer que fez isso... Se bem que ninguém liga para esse musical. Mas eu gostei.

Em breve, a parte 3. 










sábado, 30 de março de 2019

Oregon 2010: Parte 1

Como mencionado no post anterior, resolvi fazer uma coluna das minhas viagens. Vou fazer um resumão das viagens internacionais, que foram as mais marcantes, mas também pretendo escrever sobre as nacionais que eu fizer daqui em diante. Isso tudo a pedidos... de uma pessoa, que na verdade só concordou que era uma boa ideia. É bem gostoso escrever sobre viagens e take a trip down memory lane.

A minha primeira viagem internacional, que foi para Oregon, nos Estados Unidos, estava detalhadamente documentada no meu Fotolog. Resolvi buscar essas informações e descobri, para minha infeliz surpresa, que o Fotolog foi desativado. #Xatis. Mas isso não vai me impedir de trazer a informação aqui para vocês.

Essa foi a minha primeira viagem sozinha e, infelizmente, eu era menor de idade (para eles, porque eu tinha 19 anos). Então essa viagem foi mais para entender como funcionava o mundo de um viajante e que eu precisaria ser mais responsável e mais auto-suficiente nas próximas vezes. Lembro-me que no aeroporto, quando já estava no portão de espera para o avião, conheci um cara que ia também para Oregon, e que era de lá, que puxou papo comigo. Como não falava inglês 100% ainda, usei a expressão "Thanks God" e ele me corrigiu educadamente, informando que era um erro comum de brasileiro e que o certo era "Thank God". Até hoje tento corrigir as pessoas que insistem em postar hashtag #Tksgod, mas algumas pessoas não olham meus posts de indireta, então não adianta.
Uma captura do meu quarto e de como eram minhas noites, agarrada com os cães.
Foi um mês de viagem, onde fiquei hospedada na casa do meu primo, em Beaverton, OR. Fui no dia 19 de janeiro, um dia depois do meu aniversário, então estava bem frio, porque era no  meio do inverno. Mas o clima, segundo os estadunidenses, estava como o  tempo da primavera, bem agradável. Não nevou uma vez. 
Eu dormia no quarto dos fundos, maravilhoso e super aquecido, com os cachorros fófis: Maya e Shilo, que atualmente não estão mais neste mundo infelizmente. 
A Princesa Maya, com sua coroa.
Eu agarrando e dando beijinhos no Shilo.
Eu não saía muito, ficava bastante tempo em casa e dependia muito dos adultos me levarem para sair. Então criei muito vínculo com os cachorros. Não lembro muito bem se eu saía com eles para passear, mas ficava quase o dia inteiro no quarto assistindo Family Guy. Como eu ainda tinha minha  boxer Shena, acabei criando mais vínculo com o Shilo. Fui até incubida de dar banho nele e escovar seus dentinhos um dia. O Shilo era um boxer resgatado, com nariz tortinho, muito fofo. Lembrava um pouco o Seu Madruga. A Maya já era mais reservada e ficava com os adultos. Os dois eram loucos por guloseimas - e coisas não comestíveis que eles consideravam como comida - e eu tinha que deixar qualquer coisa "engolível" no alto para que eles não pulassem e pegassem. Não podia deixar bala dentro da mochila no chão, por exemplo, eles dariam um jeito.

Aprendendo a fazer cookies.
Eu aproveitava cada oportunidade para ir ao mercado ou ao shopping. Conheci então a Target e fiquei maravilhada com o preço das coisas. Comprei um monte de cacareco e roupa e ficava usando as compras durante o dia. Os cachorros me faziam uma ótima companhia e eu ficava treinando meu inglês com a TV sem legenda. Considero que Family Guy é um grande responsável para a formação do meu inglês como ele é hoje em dia. 
Meu primo é chef, então ele fazia muitas coisas gostosas para eu comer. O marido dele me ensinou a fazer cookies, uma receita que hoje em dia tenho maestria em não conseguir fazer. Quando não sai duro e queimado, eles amolecem e ficam grudados uns aos outros, como se fosse uma grande pizza de bolacha.
As ruas de Beaverton.
Como primeira viagem, o que aconteceu principalmente foi muito choque sobre como as coisas eram diferentes lá. Muita coisa era melhor, claro, mas eu comecei a perceber ali como eu adorava o Brasil também. Ao longo dos anos e das viagens, tive várias fases desse pensamento, mas nessa viagem teve aquele senso de patriotismo que acomete muitos brasileiros que não moram no Brasil: "Porque no meu país, eu já posso beber.", "No Brasil, tem coxinha e catupiry", "Porque a pizza do Brasil é muito mais recheada, e aqui tudo é apimentado", "Vocês não sabem fazer churrasco", dentre outras coisas. Eu também não tive muito contato com pessoas da minha idade, então sentia falta dos meus amigos com quem eu podia contar piada e rir. Achava que lá nos EUA eu não teria isso. Porém, em compensação, os ônibus escolares eram amarelos! UAU! Você pode passar suas próprias coisas no mercado. Os caras são muito, mas muito mais bonitos, desde o menino que tirava o lixo do mercado até o peixeiro. E os atendentes são muito educados, não ficam com aquela cara de bosta, e eles vêm até você, não precisa criar um escarcéu para um deles vir te atender de má vontade.

T-Bird Sanctuary
Nas primeiras semanas lá... acho que no segundo dia, inclusive, meu primo me levou para visitar um Santuário de Pássaros. Hoje em dia, eu teria aproveitado mais, porque estou nessa fase de louca das aves, querer distinguir o nome dos pássaros pelo canto e tals. Uma das coisas que mais vislumbrei foi a diferença da natureza entre os países. Esses pinheiros, as coisas frias, os riachos... Achava tudo muito lindo! Não melhor, apenas igualmente lindo. E diferente. Agora algo infinitamente melhor era o trânsito. Simplesmente não tinha trânsito, era tudo livre. Ficava até inconformada quando alguém reclamava do trânsito. Como trânsito? Tem 2 carros na sua frente andando na velocidade máxima permitida, isso não é trânsito. 
No fim de semana, saímos os três para visitar a praia de Cannon Beach. Lembro que um dia antes, liguei pra minha mãe e contei que ia para a praia no dia seguinte e ela respondeu: "Ai, e agora, que você não levou biquíni"? Eu dei risada, porque tava um frio absurdo. Se alguém se atrevesse a entrar naquela água de biquíni, seria morte certa.
Apesar de eu saber que o frio mais leve de lá era o maior frio do Brasil, fui toda confiante. Não levei gorro nem nada, mesmo meu primo aconselhando que eu sentiria frio. Na verdade, eu levei, mas deixei no carro, porque ia ser de boa. Mal sabia eu que a praia é um universo diferente de onde você estaciona o carro. Minhas orelhas imediatamente congelaram e, por sorte, meu primo careca ofereceu o gorro dele pra mim. Aceitei sem titubear. 
Segundos antes de congelar.
Minhas mãos ficaram no bolso o tempo todo - as luvas também haviam sido deixadas no carro. Eu estava passando muito frio, mas sentia que a viagem teria sido à toa se eu não tocasse com a mão nua as águas do Oceano Pacífico. Com muita relutância, tirei a mão do bolso e encostei a pontinha dos dedos no mar. Instant regret. Os dedos ficaram duros e doloridos, parecia que eu tinha levado um choque. Imagina como o pessoal do Frozen deve ter se sentido quando a Elsa irresponsavelmente deixou o reino de Arendelle coberto de neve. Ficava inconformada com as gaivotas tontas nadando no gelo.
Limpando a areia do tênis.
Super acostumados com o frio que faz lá, eles instalaram um negócio para você tirar a areia do tênis. Engraçado pensar que as pessoas vão à praia vestidas. É tão fora da nossa realidade que não demora pra nossa ficha cair.
Ao menos consegui uma foto bonita, sem gorro e com as mãos para fora. A praia foi definitivamente uma das coisas que, comparadas ao Brasil, aqui é melhor. Já pensou não existir aquela expectativa de ir à praia quando chega o verão? Porque lá, mesmo no verão, a água é gelada. E não tem quiosque vendendo Skol e espetinho de camarão, certamente. 
Praia de Cannon Beach,
uma Aventura Congelante.
A praia de Cannon Beach é conhecida pela Haystack Rock. A rocha tem 72 metros e aparece em vários filmes, incluindo aquela trilogia horrorosa dos vampiros que brilham no Sol e ficam brincando de ir para a escola mesmo tendo 100 anos de idade. Para os amantes da natureza e de geografia, é um lugar muito interessante. Uma pena estar tão nublado no dia que fomos. Tenho bastante vontade de voltar a visitar a praia no verão para ver a diferença. As rochas são formadas por basalto, provenientes dos fluxos de lava das montanhas, e receberam a forma atual cerca de 15 a 16 milhões de anos atrás. (Os dinossauros já haviam sido extintos).
Haystack Rock

Tillamook Cheese Factory
Para finalizar o passeio, eles me levaram para visitar a fábrica de queijo Tillamook Factory. Engraçado que meu primeiro contato com o queijo foi na vinda de avião. Eles deram um queijinho para acompanhar nosso jantar no avião e eu, que nem sou muito fã de queijo, adorei. Muito cremosinho e sem frescura, como um bom queijo deve ser na minha opinião. 
Não sei se foi no mesmo dia, mas visitamos restaurantes super bacanas à noite. Lembro que comemos pizza em Portland (capital de Oregon) em um lugar que era decorado com madeiras provenientes de montanhas-russas. Ou eram apenas quadros vintage de montanhas-russas, preciso verificar. Mas Portland é uma cidade super gastronômica e vale a pena visitar só pelas comidas diferentes.

Em breve, seguirei com a parte 2 da viagem de Oregon. Um bom fim de semana aos leitores.







sexta-feira, 29 de março de 2019

Uma Semana de Férias

Reparei que este blog não tem posts normais contando sobre minha vida cotidiana. Então resolvi fazer um. Até mesmo para me organizar. Gosto de ficar fazendo essas coisas bonitinhas e estruturadas, planejar o que vai ser escrito ao invés de sair postando. Um grande contraste com o post de início do Blog, que eu nem tinha ideia do que iria postar e também nem ligava. Queria ter essa profissão de consultora de criação de conteúdo. Será que já existe? Não sei, mas fica a ideia aí.

Eu estava fazendo um journal também para marcar os momentos importantes da minha vida. Mas é tãããão difícil. Gente, ficar recortando coisas, colando, pintando e escrevendo. Fora que quando você sai para o lugar, ou viaja, você tem que ficar lembrando de coletar as coisas significativas para colar no journal, tipo, o cartão do restaurante legal que você foi, a embalagem de um doce novo que você comeu, sabe? Esses cacarecos? Aí na minha última viagem, que foi para o Espírito Santo no ano novo, guardei apenas as passagens aéreas e esqueci de coletar TODO O RESTO! No fim, pensei: "Ah, vou revelar algumas fotos para fazer umas colagens e escrever", mas... até parece que vou revelar a foto. Só de pensar no trabalho que ia dar já procrastinei. No fim, o journal é mais um dos meus projetos parados.

Essas últimas semanas foram marcadas por alguns eventos importantes. Antes de mais nada quero já passar por cima da parte chata que foi que minha família está passando por alguns apertos financeiros, então o "sonho" de retomar a academia vai ficar um pouco mais para frente até eu avaliar se é cabível no orçamento juntamente com as dívidas que vou pegar de agora em diante para ajudar. Diálogo é tudo, né? Muitas coisas poderiam ter sido evitadas se me falassem. Mas agora está tudo certo e eu sou uma pessoa extremamente positiva, então isso não me afeta quase em nada.

Saí de férias numa semana meio estressante. No último dia de trabalho antes das férias, eu comprei o meu baixo. Já foi mencionado aqui, mas fiquei muito empolgada. Meu objetivo agora é estudar bastante e tocar bem até formar uma banda para poder tocar por aí. A semana foi estressante porque foi toda uma expectativa para a defesa do mestrado do Daniel, que foi justo na sexta. Não podia ser logo na segunda para a gente se livrar do nervosismo. Teve que ser na sexta mesmo e o menino - nada ansioso - passou a semana inteira com os nervos à flor da pele. 

Daniel fazendo o "Pula" com o Rambo
No decorrer da semana, pelo menos, fizemos algumas coisas legais. Trouxemos o Rambo para São Paulo para ele fazer o treinamento na segunda e na quarta lá no Katito. Muito fofo o reencontro dele com o professor, ele foi arrastando a barriga no chão com o rabo entre as pernas até chegar perto do Katito e então pular nele e lambê-lo muito. Saudades da época que o Rambo morava aqui conosco e ia para o treinamento. É muito difícil viver longe dele. Ele fez o treinamento direitinho e fez todos os comandos com destreza. Na época que ele fazia o treinamento, ele não sabia segurar o toquinho direito e tinha criado resistência ao "morto", mas dessa vez, ele fez direitinho! Orgulho do meu bebezão. Ele foi o que melhor fez os pulos. Ele só não prestou muita atenção na aula porque ficava olhando para trás para ver o Daniel sentado no banco.


Agora mestre
No dia da defesa foi tudo muito corrido, porque tive que levar o Rambo de volta para a chácara e nem tive tempo de almoçar. Chegando lá, achei muito coisa de filme: a sala com as paredes de forro de madeira, bandeiras penduradas, os "jurados" na mesa comentando... parecia do filme Flashdance, só que entediante, porque foram 2 horas e meia (acho) de discussão sobre coisas que eu nem faço ideia. Algumas palavras que eram sempre repetidas foram: números imaginários, intuicionismo, juízos, investigações lógicas, memória/lembrança, apontar e matemática. O que foi defendido? Não sei. Mas o Daniel foi aprovado com honras e todo mundo ficou muito feliz. Menos ele, que é complexado.
Experimentando um drink de coentro no Jiquitaia
Usamos o fim de semana e a noite de sexta para sair com a família dele, que tinha vindo ver a defesa também. Fomos no Sujinho, no Ibotirama, no Jiquitaia (onde descobri que gosto de coentro) e no Charme da Paulista. No sábado, fizemos um ensaio no estúdio Nimbus, que foi muito legal, mas não tem filmagem das músicas que eu toquei direito. Chateada.

Passando essas férias, voltei à rotina normal. Trabalho tranquilo, aulas de música e cerveja no fim de semana. De diferente, teve o aniversário do bebê Daniel, que é o filho da minha amiga Priscila, e um cinema super caro no shopping Iguatemi com a Lays. Ah, também fiz uma consulta com a Jessica, minha amiga naturóloga. Ela é excelente e me explicou todos os meus problemas, hahaha! Fez uma acupuntura e me falou que estou com a postura péssima, a cervical agarrada e a alimentação pior ainda. Nenhuma surpresa até aqui. Eu vivo de pipoca e refrigerante. Mas estou aí com uns planos de meditar diariamente, nem que seja 3 minutos, corrigir minha postura e tentar - tentar, sem muito compromisso - me alimentar melhor. Eu não abro mão do meu refrigerante.

Por mais que as pessoas não leiam ou se interessem por este blog, ai, é muito divertido fazer. Já decidi uma nova coluna - até porque algumas pessoas demonstraram interesse - e será sobre as minhas viagens. Mais um marcador aí. Eu já tenho um Instagram só delas, mas é um projeto meio parado também. Se os três comentaristas deste blog quiserem saber alguma coisa específica sobre elas, já mandem aqui para eu me assegurar de comentar. 

Percebi que é muito difícil comentar de coisas que passaram há mais de uma semana. Dá preguiça. Preciso incluir "escrever mais" na minha rotina, porque além de tudo é bem terapêutico. Escrever me ajuda a lembrar o que eu preciso fazer na semana e me organizar. 

Bom, é isso por hoje. Nada muito concreto. Queria comentar sobre algumas coisas que me irritam, mas fica pra outro post. Bom fim de semana, galera.




sábado, 23 de março de 2019

Projeto Casas: Casa 3 (A Casa da Infância)


Como mencionado nos episódios anteriores de Projeto Casas, estávamos morando na casa da Vó Elza, minha avó paterna, enquanto esperávamos minha tia liberar espaço pra gente na casa da minha vó materna, a vó Inês. Minha tia estava grávida da Lays e esperando a casa dela no Jaraguá ficar pronta, da mesma forma que esperávamos no casarão.

A Casa da Infância


Essa casa foi a melhor casa em que já morei. Não gosto muito de comentar dela porque me lembra da minha cachorra Shena. Quando nos mudamos dessa casa para um apartamento, a Shena ficou com os meus avós. Eu fiquei com muita mágoa e tristeza porque a Shena era minha e fui obrigada a me separar dela. E não dei a atenção devida até ser muito tarde. É a coisa que eu mais me arrependo na minha vida, mas foi uma lição. Fiz uma tatuagem dela no meu corpo para gravar o compromisso e meu dever que tinha com ela e fico feliz de ter podido providenciar algo bom para ela no fim.
Bom, já queria me livrar de falar dessa parte chata, então vamos prosseguir.
Eu na fachada da casa
Digo que essa casa foi a melhor em que morei, porque a infância é um momento maravilhoso, pelo menos pra mim foi, muito. Hoje em dia, imagino que iria detestar morar ali, pois é um bairro perigoso da Freguesia do Ó. Morávamos na Rua Francisco de Paula Moura Neto, número 100, a famosa "Rua da TELESP". Era essa casa de tijolinhos construída pelos meus avós quando migraram do interior de Santa Albertina para São Paulo. Dois caipiras com as filhas Ivanilde e Ivanete que começaram a vida aqui. Passaram por vários negócios (lojas, encadernação, costura, rotisserias) até se fixarem com a lotação. Começaram com uma perua e foram progredindo. Hoje em dia eles têm duas linhas de micro-ônibus. Nessa foto, estou eu posando na perua nova com o meu uniforme do Colégio Santo Ivo que, na época, se chamava ainda Instituto de Ensino Santo Ivo.
No colo da Vó Inês
A casa tinha duas garagens, um salão, quintal, vários quartos, dois andares e morávamos eu, meus pais, meus avós maternos e minha bisavó, mãe do meu avô.
Como meus pais trabalhavam o dia todo, eu fui meio que uma criação de vó. Minha avó Inês cuidava muito bem de mim. Eu lembro que eu acordava sempre ao som do pigarro dela (que diminuiu bastante em comparação com hoje em dia) ou da máquina de costura. Nessa foto à direita, vocês podem ver que tínhamos também uma espécie de bar de madeira, mas atrás só tinha livros, CDs e discos de vinil. Eu era muito sabida, tocava os vinis da Xuxa todos os dias. E assistia também o VHS da Lua de Cristal. Pedi tantas vezes para minha mãe alugar essa fita, que teria sido muito mais econômico se ela tivesse simplesmente comprado. Achava muito legal essa parede de vidro. E a parede de tinta branca depois foi pintada de amarelo, que deu uma vida maior para essa sala de visitas. 
Celebrando meu aniversário de 4 anos com Fanta Uva e guaraná Taí
Eu passei acho que todos os meus aniversários nessa casa, enquanto morei lá. Estou até pensando em fazer um Projeto Aniversários, com as descrições e fotos de cada um deles. Mas era praticamente tudo como nessa foto. Era uma decoração que minha mãe comprava, quando não era feita por nós. De manhã, era a preparação do aniversário. Os brigadeiros a gente sempre fazia. Minha vó comprava as latas de chocolate mole e granulado e ensinava a gente a fazer. Era muito difícil resistir à tentação de comer as bolinhas de chocolate e complicado não lamber a mão cheia de manteiga. E ficávamos muito ansiosas para chegar a noite e receber os convidados. Como a gente era muito pequena, nossa vó tentava criar a gente em um pé de igualdade e, sempre que era meu aniversário, a Lays soprava vela junto e ganhava presente. E vice-versa.
As brincadeiras eram muito boas naquela época. Era incrível como tínhamos criatividade para tanta brincadeira. Hoje em dia fico mordida quando vou a um restaurante e vejo as crianças assistindo coisas no tablet ou no celular apoiado no copo de suco de laranja. Sei que falo isso agora e provavelmente, quando/se eu tiver filho, no primeiro berro que ele der, vou enfiar um celular na cara dele só para não me encher mais o saco, mas meu objetivo é que meu filho não tenha celular e não saiba o que é isso até ficar mais velho. Porque eu e a Lays brincávamos de voar, que consistia em amarrar uma toalha em volta do pescoço fazendo ela de capa e saltar repetidamente do sofá. E sempre que eu sentia que tinha ficado mais uns milésimos de segundo no ar do que o normal, falava: “Lays, acho que eu voei um pouquinho”. E se tínhamos a possibilidade de nos divertir com isso, nada vai fazer com que meus filhos necessitem usar um aparelho eletrônico. Brincávamos também de Ponte-do-Rio-Que-Cai, baseado no programa de mesmo nome do Faustão, que era só atravessar o sofá sem cair nas almofadas (lava). Brincávamos de clubinho secreto, espionagem, esconde-esconde, video-game e, a brincadeira principal, de Barbie.
Brincar de Barbie era muito incrível, nós tínhamos nossas Barbies e, diferente de como a maioria das pessoas brincam, em que cada dia a Barbie era uma pessoa diferente, as nossas tinham nomes e personagens definidos e nunca mudava. Havia espécies de repúblicas. As minhas Barbies vivam na Céu Aberto e a da Lays, que sempre foi mais chique, na Casa Branca. E tinha um romance muito difícil entre o meu Ken e a Barbie ruiva da Lays, a Flory. Demorou muito, mas muito tempo para o meu Ken conquistá-la, mas um dia eles se beijaram. Nós tínhamos, as duas, os Kens do Zezé di Camargo e Luciano. Nós adorávamos, mas não sei porque gastaram dinheiro com esses Kens, já que Kens avulsos, diferentes e mais bonitos sairiam muito mais em conta.
Preparada para a festa
Nessa foto à esquerda, em que estava preparada para celebrar um dos famosos Halloweens na casa do Rafael Selvi, vocês podem notar a escultura do Dom Quixote (sempre nos acompanhando) e ver bem a escada, que servia de edifício das Barbies. Cada degrau era um andar. Imagina quando um adulto queria subir a escada, que atrapalhação. De noite, era horrível quando tinha que descer ou subir o andar sozinha. Eu tinha muito medo do Diabo e descia a milhão para não ficar sozinha no escuro com ele. Tinha medo do boneco Chucky também. Apesar de não ter um boneco dele, imaginava qualquer boneco me perseguindo pelas escadas.
Eu e meu pai no quintal
Uma vez, ganhei a cabaninha da Turma Mônica, mas por falta de peças ou interesse/sabedoria para montar a cabana do jeito certo, colocava o pano por cima de duas cadeiras no quintal e pronto: cabana montada. Eu entrava dentro dela para ficar escrevendo.
Foi ainda nessa casa que comecei a ler Harry Potter. Eu gostava muito de livros, fazia coleção da Revista WITCH e pegava vários livros da biblioteca da escola. Minha mãe também lia Harry Potter comigo, e ficávamos o dia inteiro lendo até minha vó brigar com a gente que não conversávamos com ela. E era muito bom quando eu estudava à tarde, chegava da escola e minha avó me dava arroz, feijão com carne cozida e eu jantava assistindo Dragon Ball Z, na espera de assistir As Meninas Super Poderosas.
Eu e a Shena na garagem
Ganhei a Shena no Natal de 2001, quando tinha 10 anos. Eu fui buscá-la na casa do Tio Valdomiro (tio do meu avô, que morava na mesma rua) e a escolhi dentre vários outros filhotes. Ficamos passando os canais na TV tentando pensar num nome bem legal para dar para ela. Era época da novela O Clone e quase foi Jade. Ainda bem que não foi, acho um nome muito feio. Mas como a série que mais aparecia na TV era Xena, a Princesa Guerreira, eu e meu pai concordamos em deixá-la como Shena, uma pequena liberdade ortográfica na criação do nome. Ela era muito arteira quando pequena. Ela comeu os fios do carro e uma vez, quando chegamos do shopping, a encontramos dentro do carro, com as patas no volante. Dessa vez, a parte mais crítica da destruição foi apenas um guia de ruas.
A gente brincava muito de bolinha. Eu colocava meu pé na parede de tijolos do quintal e ela ficava correndo em círculos em volta de mim, pulando o obstáculo (que era minha perna). Amava muito essa cachorra.
Antes dela, nós tivemos galinhas também. Meu avô chegou com dois pintinhos que eu nomeei de Pitchula e Asa Branca - nomes péssimos! - e quando elas ficaram muito grande, nós as deixamos numa área do asilo que minha bisavó já ficava na época. E antes das galinhas, tínhamos a cachorra Kelly, uma mistura de vira-lata e pastor alemão que só ficava na garagem praticamente, assim como a Shena. E antes de tudo, tínhamos um gato siamês chamado Jean Pierre. Mas eu não me lembro dele, só sei porque tem fotos e fitas minhas com ele, agarrando as orelhinhas e dando beijinho.
Hoje, essa casa está dividida estranhamente em duas e alugada. Por dentro deve estar irreconhecível com essa divisão. Uma pena que tivemos que deixar algo tão simbólico para trás. Mas realmente, estava ficando difícil de viver ali, até porque era numa ladeira, então era horrível de sair a pé, sem falar no perigo.
Apesar de ter sido uma época boa, é terrível escrever agora e lembrar-me de certas coisas do passado. Dá um nó gigante pensar nas coisas que me arrependo, mesmo sendo criança. Fico feliz de poder fechar logo esse capítulo e partir para a parte boa das memórias.


domingo, 17 de março de 2019

Motatassauro

Ultimamente venho tendo sonhos muito estranhos. Quer dizer, não são sonhos estranhos, são sonhos normais mesmo, é que o estranho é o normal de sonho. Mas o que está acontecendo de diferente é que eu acordo com eles muito vívidos na minha mente. Às vezes, os sonhos se repetem em momentos diferentes ou eu tenho a impressão de que já sonhei com aquele universo antes, não sei dizer. Não sou expert.

Quando eu era pequena, por um período da infância, meus sonhos terminavam sempre do mesmo jeito. Era eu chegando no portão da casa em que morava, e na sala havia duas fileiras de vampiros segurando velas com olhares assustadores. Naquela época, eu tinha muito medo de vampiro e bruxo. Na minha cabeça, eles tinham olhos vermelhos (bem caricato) e eu constantemente sonhava com os dentes de vampiro ou as marcas deles em pessoas e outros lugares. Não sei por que eu tinha tanto medo! Nem assistia filmes desse tipo. Mas voltando ao sonho, eu ficava paralizada com aquela visão e eles todos andavam lentamente cantando um som bem gótico em direção ao portão. Sempre achava: esse é o meu fim. E alguém me arrastava para fora da casa, às vezes passando através do portão. 

Eu sempre falo que eu sonhava todos os dias com aquilo, mas não sei o quanto disso é verdade, porque não posso afirmar que não é uma peça que a minha mente infantil pregou em mim. Pode ser que eu tenha sonhado com aquilo uma vez e que ficou tão marcado na minha mente que acabei pensando que sonhava muitas vezes. Queria muito que a gente tivesse como checar os fatos da nossa própria vida.

Bom, mas esses dias eu tive um sonho muito engraçado e real. O Daniel me acordou dele porque eu dei uma risada tão alta no meio da madrugada, que o acordei, e então tive a oportunidade de contar tudo que eu tinha sonhado enquanto estava tudo bem fresquinho na minha mente. 

Motatassauro, segundo Wikipedia
Sonhei primeiramente que estava vendo o Instagram e me deparei com um vídeo de uma menina que estudou comigo no colegial, que sempre posta fotos com camisa do Palmeiras (e a estava usando no sonho). Nesse vídeo, ela aparecia gritando de medo em uma excursão que fazia em umas matas do Peru. Medo porque o lugar estava recheado de aranhas. Mas era muita aranha! Grandes, tipo do filme Aracnofobia. O vídeo dava um close em uma manada de aranhas que fugiam juntamente com um super aranhão de 1 metro de altura. Atrás delas e, atacando esse super aranhão, estava um bicho super grande também que era uma mistura de tartaruga, anquilossauro e aranha. Ele deu umas bicadas nesse aranhão e o vídeo terminava aí. 

Como é costume no Instagram, o vídeo fica em loop, então ele recomeçou com o grito dessa colega de sala. O que tornava muito real e o vídeo repetiu exatamente como eu tinha assistido da primeira vez. Lendo a legenda que ela tinha colocado, verifiquei que esse bichão desconhecido se chamava motatassauro. Pesquisei no Wikipedia e vi todas as fotos e informações dele, contribuindo ainda mais para a realidade do sonho. Então comentei para o Daniel que estava chocada que existia ainda uma espécie não extinta de dinossauro e mostrei o bicho para ele, ao que ele respondeu: "Ah, sim. Um motatassauro! Você não conhecia?", e eu: "Amor! Como você sabia do motatassauro e eu não?". Foi tudo muito real.

Depois o sonho mudou: eu estava agora na própria excursão no Peru. Só que nosso grupo ainda estava dentro de um estabelecimento, antes de partir para a parte do "safári", e o instrutor estava explicando as medidas de precaução que devíamos tomar, tudo em espanhol. "Façam tudo que vocês têm que fazer agora, ir ao banheiro, beber água e comer porque, saindo daqui, não vamos poder fazer nada disso por um bom tempo". E então um dos participantes da excursão brincou com os amigos dele: "Traemos las putas prontano entonces!" Foi aí que eu dei a risada e acordei. E então o Daniel verdadeiro me fez contar tudo que eu tinha sonhado.

As coisas no sonho soam mais engraçadas que na realidade, infelizmente. Mas fico feliz de estar lembrando melhor dos sonhos agora. Os mais constantes que eu tenho são sonhos com bichos ou que eu estou dirigindo o carro e nunca consigo entrar na rua que quero, ou brecá-lo porque estou com muito sono e não faço os movimentos rápido o suficiente. O pior é perceber que você está sonhando quando está num sonho bom e então entender que nada daquilo é real e não consegue fazer o sonho voltar para a parte boa. No mesmo dia do sonho do motatassauro, sonhei também que tinha beijado o Sherlock Holmes, como Benedict Cumberbatch. 

Tenho alguns sonhos que sonhei quando tinha 5 anos e me lembro até hoje. Vocês também têm isso? Ou só eu que tenho boa memória? De qualquer forma, conto sobre eles em uma próxima oportunidade, porque a chuva passou e a pressão para aproveitar o dia está caindo sobre mim. 

Tchauí.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Maratona do Oscar: Parte 3

(Quem Quer Ser um Milionário?; Onde os Fracos não Têm Vez; Os Infiltrados; Crash - No Limite; Menina de Ouro)



E agora a terceira parte da Maratona. 

Filme: Quem Quer Ser um Milionário?

Opinião da Anna: Um filme muito forte, pra mim, muito pesado e não assistiria de novo. São muitas injustiças que acontecem com o menino, não quero ter que lidar. Tendo dito isso, enredo e cinematografia muito bons.
Nota: 3,6
Opinião do Daniel: Ah, é bom. Legal. Boa aventura do Show do Milhão.
Nota: 3,8
Média Final: 3,7

Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez
Opinião da Anna: Não consegui assistir direito esse filme porque o cara mata o cachorro logo nas primeiras cenas. Quando fui assistir o filme Gladiador, esses dias, descobri que tem um site chamado Does the Dog Die que já te avisa se tem tortura/morte de animais dentre outras coisas que talvez você não se sinta confortável de ver, como palhaços, aranhas ou cortes. Muito bom, vou começar a utilizar. Não sei muito o que dizer desse filme... Entendo que é excelente, mas poderia dar uma nota mais justa se não tivesse esse lindo fófis morrendo. Gostei muito da atuação do Tommy Lee Jones.
Nota: 3,7
Opinião do Daniel: Disparado o melhor até agora de todos que vimos do Oscar. 
Nota: 5
Média Final: 4,35

Filme: Os Infiltrados
Opinião da Anna: Acho que todos gostam desse filme. Muita ação, tensão, surpresas e final não esperado. Mark Whalberg está excelente. Ótimo elenco.
Nota: 4
Opinião do Daniel: Esse filme ganhou o Oscar? Achei que tínhamos assistido normalmente. Quem que mata o cara mesmo? Ah, lembrei! Muito bom! Ação, né?
Nota: 3,8
Média Final: 3,9



Filme: Crash - No Limite
Opinião da Anna: Olha, prende atenção e tudo mais, mas achei muito fraquinho. Não me interessei muito. Também não sei se gosto muito desse negócio de histórias se intercalando, como em Simplesmente Amor. Mas o importante é que não é ruim, não.
Nota: 3,8
Opinião do Daniel: É bom. Bacana. Meio clichê.
Nota: 3,7
Média Final: 3,75

Filme:  Menina de Ouro
Opinião da Anna: Esse filme tenho até em DVD. Adoro a Hillary Swank e ainda mais o Clint Eastwood. Tudo nele é bom, a história, o drama, os personagens, a cinematografia e a parte de ação. Adoro filmes motivadores. Fica aqui o meu primeiro registro de nota máxima.
Nota: 5
Opinião do Daniel: [Depois de um momento para esperar o pum do Rambo passar e podermos respirar novamente] Esse é bom pra caramba. Eu gostei da mensagem do filme e a estrutura trágica da história, que é muito boa.
Nota: 4
Média Final: 4,5

Vencedor da rodada: Menina de Ouro
Perdedor da rodada: Quem Quer Ser Um Milionário?

A que filme você daria o prêmio dessa rodada?